eu recomendo nicole krauss

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ontem participei de um post do blog da Ana em que várias blogueiras deram sugestões de livros. Recomendei o segundo livro da Nicole Krauss, esposa do Jonathan Safran Foer (também conhecido como a "inspiração pro nome deste blog"). Vale a pena dar uma conferidas, principalmente porque as outras blogueiras deram boas sugestões!

torta mousse de chocolate anthony bourdain

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Disse que ia tentar a receita da Mariana, mas semana passada acabei inovando. As amigas vieram aqui (, e Fer), então quis servir um prato que já andava na minha cabeça há tempos: uma torta de mousse de chocolate. Fiz uma base de pão de ló de chocolate, seguindo as instruções do livro "Técnicas de Confeitaria Profissional" e, pro recheio, dobrei as quantidades de uma receita de mousse que aparece no "Afinal, as Receitas do Les Halles - Nova York" do Anthony Bourdain (o chef favorito do Ivan).
Foi mais fácil do que eu esperava mas... esqueci de tirar uma foto da torta pronta. Vocês vão ter que acreditar na minha palavra que ela ficou deliciosa e bem bonita. Qualquer hora dessas eu faço de novo, e acrescento a foto aqui. Ah! A receita do pão de ló eu não copiei palavra por palavra do livro, mas o essencial está aqui. E aqui vou colocar o mousse do jeito que fiz, com as quantidades aumentadas.

TORTA DE MOUSSE DE CHOCOLATE ANTHONY BOURDAIN

Base:
4 ovos
125g de açúcar
115g de farinha de trigo
20g de cacau em pó
50g de manteiga


Misture os ovos e o açúcar em uma tigela em banho maria. Bata bem até atingir 50ºC (não tenho como medir, então deixei ficar quente mas tirei antes que os cozinhar começassem a cozinhar).
Depois, leve à batedeira e bata até ficar em ponto de fita. O que é isso? Mergulhe uma colher na massa e, quando retirá-la, veja se a massa cai fina como uma fita, bem cremosa. Qualquer dúvida, é só olhar as fotos. Dá pra ter uma noção de como deve ficar.

Enquanto isso, peneire a farinha e o cacau em pó e misture. Eu não tranferi a massa pra outra tigela, continuei usando a da batedeira mesmo. Misture a farinha e o cacau "em chuva" (não entendi, não pesquisei, tentei imitar, olhe a foto e veja no que deu) delicadamente com uma escumadeira.


Adicione a manteiga derretida e despeje a massa em uma assadeira untada e enfarinhada. Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por 30 a 40 minutos. Fica tão cheiroso! Não tirei foto dessa parte mas não usei o pão de ló inteiro como base. Cortei ele ao meio., pra ficar mais baixo e ter mais recheio. Foi muito difícil, primeira vez, ficou meio torto porque não consegui usar o fio-dental (a dica que me deram), mas deu certo!

Recheio:
340g de chocolate meio amargo, picado
(acabei usando 320g, mas não alterou nada)
8 colheres de sopa de licor Grand Marnier
(usei Amarula mesmo hahaha)
8 colheres de sopa de manteiga
8 ovos, separados
4 colheres de sopa de açúcar
1 xícara de creme de leite fresco

Preparo do chocolate
Ferva algumas xícaras de água numa caçarola. Abaixe o fogo, coloque uma tigela sobre a caçarola e derreta o chocolate, mexendo delicadamente. Adicione o licor, misturando com o batedor de arame. Incorpore a manteiga, uma colher por vez. Acrescente as gemas, uma a uma, tomando cuidado para que cada uma seja incorporada completamente antes da adição da seguinte.

Faça a mousse

Em outra tigela, transforme as claras em neve com picos macios e pouco a pouco adicione o açúcar. Coloque um quarto dessa mistura no creme de chocolate, misture bem e em seguida use uma espátula de borracha para incorporar as claras restantes. Uma dica que aprendi assistindo "Chef a Domicílio": as claras estão prontas quando você consegue virar a tigela de ponta cabeça e elas não caem. Como se vê na foto, as claras não ficaram no ponto perfeito, porque fiz antes da hora, mas não comprometeu.

Em outra tigela, bata o creme de leite até o ponto de chantili (cuidado pra não bater demais, o creme de leite precisa estar bem gelado e não pode aquecer muito). Incorpore delicadamente ao creme de chocolate. Então, despeje tudo por cima da base, cubra e deixe gelar por no mínimo quatro horas. Vai sobrar mousse, então façam como eu: usem o resto do pão de ló e façam mini-tortinhas em potinhos de sobremesa.

o vôo dos concordes

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Outra série que passei a assistir recentemente, depois que as temporadas de "Dexter" e "True Blood" terminaram foi "Flight of the Conchords". A série é exibida no Brasil pela HBO e ainda não tem previsão de quando irá estrear a segunda temporada, que começou há poucas semanas nos EUA.
Quem me conhece, sabe que eu sou completamente apaixonada pela Nova Zelândia e "Flight of the Conchords" é o nome da banda de dois neo-zelandeses que moram em Nova York. Bret e Jemaine são losers completos: o empresário deles é um funcionário do consulado neo-zelandês que não entende nada de como administrar uma carreira musical, eles tem apenas uma fã tão hilária quanto inconveniente, e não conseguem arrumar namoradas. Quando um começa a sair com alguém, o outro se sente sozinha e não desgruda. As situações são muito engraçadas e cada episódio apresenta ao menos duas canções. E é justamente essa a melhor parte. Além de terem clipes divertidos, as músicas tem ritmos variados e letras que retratam exatamente o que eles estão pensando ou sentindo. No primeiro episódio, por exemplo, Jemaine canta que conheceu a garota mais bonita... da sala "e quando você está na rua, dependendo da rua, aposto que definitivamente você está no top três".



Uma das minhas favoritas é cantada em francês. Mas, como nenhum deles fala francês, a música inteira é feita apenas de palavras que todos conhecem, como croissant e baguette. Outra favorita é um rap em que Bret canta: "dizem que minhas letras são de mariquinhas, por quê? por que eu falo sobre a realidade, sobre tomar chá na casa da minha avó? não tem festa como a festa de chá da minha vovó".
Como cada episódio tem em média 25 minutos e a primeira temporada teve apenas 12 episódios, é possível fazer uma maratonazinha básica e assistir todos no mesmo dia, como eu fiz. E rir muito. Se você ainda tem dúvida, é só jogar o nome da série/banda no YouTube e ver outras músicas.

por Dani às 15:12 6 comentários

e o globo de ouro vai para...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Minha torcida ontem, durante a exibição do Globo de Ouro, foi um fiasco. "Slumdog Millionaire", dirigido por Danny Boyle, foi o grande vencedor da noite. Apesar de "Extermínio" ser um dos meus filmes favoritos, torci por "O Curioso Caso de Benjamin Button", do meu querido David Fincher, mas não adiantou. "Slumdog Millionaire" venceu nas categorias de melhor filme drama, melhor diretor, melhor roteiro e melhor trilha sonora. Pena que ainda não tem data para estrear aqui.
Já "O Lutador", de Darren Aronofsky, levou duas estatuetas: uma de melhor ator drama para Mickey Rourke e melhor canção, para Bruce Springsteen. Acho que a grande surpresa da noite foi a premiação dupla da Kate Winslet, como melhor atriz coadjuvante em "The Reader" e melhor atriz drama em "Apenas Um Sonho", dirigido pelo marido Sam Mendes e em que contracena de novo com Leonardo DiCarpio. Fiquei muito feliz pela vitória!
Quem levou o globo de melhor atriz de comédia ou musical foi a Sally Hawkins por "Simplesmente Feliz" e na categoria de melhor ator de comédia ou musical, Collin Farrel foi premiado por "Na Mira do Chefe". O melhor filme desse gênero foi "Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen. Nessa categoria eu não sabia pra quem torcer, pelo menos ganhou um filme que já vi.
O globo de melhor filme estrangeiro foi para Israel, com a animação-documentário "Waltz with Bashir". E melhor animação eu não tinha dúvida nenhuma: "WALL-E" da Pixar/Disney ganhou, mais que merecidamente. Pra terminar, Heath Ledger foi homenageado por sua brilhante interpretação como Coringa em "Batman - O Cavaleiro das Trevas" com o globo de melhor ator co-adjuvante. A enquete do blog continua, mas pra mim isso foi a confirmação de que o filme tem grandes chances de ser ao menos indicado a algum Oscar. Outro homenageado foi Steven Spielberg, que recebeu de Martin Scorsese o prêmio Cecil B. DeMille por sua obra.
Eu só me decepcionei de verdade com as categorias de televisão. Torcia por "Dexter", "True Blood" e "The Office" e foi tudo pelo ralo. Ou quase: Anna Paquin ganhou o globo de melhor atriz em série dramática por "True Blood". Ufa!
"Mad Men" levou a de melhor série dramática, e "30 Rock" a de melhor série cômica. Melhor ator em série dramática foi Gabriel Byrne por "Em Terapia", melhor ator e atriz em série cômica foram a dupla principal de "30 Rock", Alec Baldwin e Tina Fey. Ok, a série é muito boa, mas eles já não ganharam prêmios demais, não? Só perdôo porque o discurso da Tina Fey foi hilário. O globo de melhor minissérie ou telefilme foi para "John Adams", assim como os globos de melhor ator, melhor atriz e melhor ator coadjuvante para Paul Giamatti, Laura Linney e Tom Wilkinson, respectivamente, todos da mesma minissérie. O de melhor atriz coadjuvante em minissérie ou telefilme foi para Laura Dern, por "Recount".
Não reparei muito nos vestidos, mas não lembro de nada incrivelmente feio ou ridículo. E os discursos e piadas? O segundo da Kate Winslet foi emocionante, as tiradas do Sacha Baron Cohen e do Ricky Gervais foram ótimas, apesar do silêncio dos presentes quando o eterno Borat disse : "E recentemente Madonna dispensou um de seus assistentes. Nossos pensamentos estão com você Guy Ritchie". Tina Fey esfregou seu prêmio na cara de alguns desafetos da internet e eu achei totalmente válido. Mas a minha favorita da noite foi quando Colin Farrel, ao apresentar um dos prêmios, deu uma fungada no nariz e explicou: "estou muito resfriado, isso não é o que costumava ser". Saber levar a própria desgraça com bom humor fez com que ele subisse no meu conceito. Além de me proporcionar ótimas risadas.

por Dani às 16:01 7 comentários

a troca

sábado, 10 de janeiro de 2009

"A Troca", outra estréia desta sexta-feira, conta uma história tão triste quanto ultrajante. Baseado em uma história real e dirigido pelo veterano oscarizado Clint Eastwood, o filme acompanha Christine Collins (Angelina Jolie), uma supervisora da companhia telefônica em Los Angeles, e seu embate com a polícia local.
Em março de 1928, seu filho Walter desapareceu enquanto ela substituía uma colega no trabalho. Cinco meses depois, o Capitão J.J. Jones (Jeffrey Donovan) afirma ter encontrado o menino em uma cidadezinha do estado de Illinois. Para desespero de Christine, o menino não é seu filho. O que se segue é uma jornada angustiante da mãe tentando provar à polícia sua própria sanidade.
Tarefa árdua, uma vez que evidências claras (o menino é mais baixo, por exemplo) são refutadas com argumentos que não fazem sentido. Compadecido do drama de Christine, o reverendo Gustav Briegleb (John Malkovich) usa seus sermões transmitidos pelo rádio para alertar a população da podridão que tomou conta da polícia. Os dois vão aos jornais expor o caso e a resposta do Cap. Jones é a mais revoltante possível: ele interna Christine a força na ala psiquiátrica do hospital da cidade. Enquanto isso, o detetive Lester Ybarra (Michael Kelly) investiga um garoto canadense ilegal nos EUA que guarda um segredo pertubador e crucial para o desfecho do caso Walter Collins.
É um filme forte, que escancara um episódio que, particularmente, me deixou indignada. Fazer alguém passar por uma humilhação tão grande apenas para não "manchar" a imagem da polícia é absurdo. O que custava ouvir os apelos da mulher? Uma mãe reconhece o próprio filho, não importa o quanto ele tenha mudado em cinco meses ou cinco anos. E,normalmente eu fico com um pé atrás em relação à Angelina Jolie e suas habilidades como atriz, mas acho que o Eastwood conseguiu tirar dela uma boa perfomance. John Malkovich está bem, como sempre. E o elenco infantil não decepciona. A trilha sonora fica meio chata em alguns momentos, mas não compromete. Um único detalhe: já existia rímel a prova d'água em 1928? Porque a Angelina passa quase o filme inteiro chorando e a maquiagem dela continua intacta, não borra nem quando leva um jato d'água na cara...

por Dani às 22:05 6 comentários

o dia em que a terra parou

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Vamos direto ao ponto: "O Dia em que a Terra Parou", que estréia nesta sexta-feira, é um remake que tem pouco em comum com a versão original, de 1951. Basicamente, apenas os nomes são iguais: o et ainda se chama Klaatu, a mulher também se chama Helen Benson e o robô continua sendo GORT.
Algumas mudanças são compreensíveis. Seria impossível esperar que hoje em dia, com tantos satélites orbitando em volta da Terra, algum objeto não-identificado conseguisse se aproximar do nosso planeta sem ser percebido. Quando a esfera gigante pousa em Nova York, o exército já mobilizou um grupo de cientistas e está a postos. Bem diferente da primeira versão, em que um disco voador aterrisa em Washington de surpresa.
E faz sentido a mudança de cidade: Klaatu (Keanu Reeves) deseja falar com os representantes de todas as nações terrestres e a sede da ONU está em Manhattan, não na capital americana. Os papéis femininos também mudaram. Em 1951, a Sra. Benson (Jennifer Connelly) era uma simples secretária. Agora, a personagem é uma doutora em astrobiologia. E o garoto Jacob (Jaden Smith) é bem menos mala que o Bobby de 57 anos atrás.
Infelizmente, todas as outras alterações só fazem o filme ir ladeira abaixo. A mensagem, e razão do ultimato dado à existência humana, é outra. Se no original a ameaça de uma guerra interplanetária justificava a vinda do alienígena, neste é a crescente destruição do nosso planeta. O novo robô é bem mais ameaçador e violento que o da primeira versão, até porque os efeitos especiais evoluiram muito nas últimas décadas. Mas me irritou toda a violência empregada.
Porque este é um remake feito para a geração DDA. As cenas de ação são estrategicamente colocadas ao longo do filme para "prender" a atenção de quem assiste, cheias de explosões, algumas mortes e muito CGI. Precisa mesmo de tudo isso? Enquanto o Klaatu de Michael Rennie fugia do seu cativeiro sem ferir ninguém e se misturava aos hóspedes de uma pensão para entender melhor a humanidade, enquanto ele passeava com um garoto pelos pontos turísticos de Washington, o Klaatu de Keanu Reeves parece ter saído diretamente da Matrix para uma fuga frenética onde só falta o kung fu. Tudo isso para decidir o futuro da civilização... no McDonald's.
Enfim, se continuar eu conto o final. E críticas que revelam demais do filme nunca são bem vistas. Então, fica a dica: é muito melhor usar o dinheiro do ingresso para alugar o dvd do original. Ou, quem sabe, assistir "A Troca".

por Dani às 00:30 8 comentários

tarte tatin de banana

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Em março do ano passado, eu e o Ivan (co-autor deste blog que no momento está ausente) decidimos tentar fazer uma tarte tatin, pra usar as maçãs que meus pais haviam comprado antes delas estragarem. E deu tudo errado! A forma não era adequada, o caramelo não ficou no ponto, vazou todo pro fogão e a cozinha ficou coberta por uma fumaceira. Incrível não terem chamado os bombeiros. Tudo cheirava a caramelo queimado. A massa ficou crua, as maçãs não ficaram doces e embaixo do fogão encontramos o caramelo perfeitinho, na consistência certa. Na verdade, não estava tão perfeitinho assim porque, afinal, estava no chão. Passamos (o que pareceu) uma eternidade limpando tudo e eu criei um trauma.

Hoje eu decidi deixar esse trauma pra trás e tentar de novo. Mas dessa vez, usei bananas. Me baseei em duas receitas: para o recheio, usei a de Banana Tarte Tatin do livro "Jamie's Ministry of Food", escrito pelo Jamie Oliver. Para a massa, usei a mesma receita que deu errado ano passado, a de Tarte Tatin tradicional do livro "A Grande Cozinha - volume 5: bolos, merengues e tortas doces" da Abril Coleções. O resultado foi uma torta feia (por descuido meu), mas saborosa, como vocês podem ver no passo a passo abaixo...

TARTE TATIN DE BANANA


Recheio:
60g de manteiga sem sal
150g de açúcar
4 bananas grandes
1/4 de colher de chá de canela em pó
1 laranja





Corte a manteiga em cubos e coloque em uma assadeira funda em fogo baixo. Deixe a manteiga derreter e acrescente o açúcar.


Deixe cozinhar por alguns minutos, mexendo de vez em quando, até dourar e caramelizar. Enquanto isso, descasque as bananas e corte em tiras horizontais e distribua-as por cima do caramelo. Tire a assadeira do fogo, salpique a canela em pó e rale um pouco da casca da laranja por cima.

Massa:
200g de farinha de trigo
120g de manteiga
3 colheres de água fria
uma pitada de sal


Amasse rapidamente a farinha, a manteiga, a água e o sal. Abra a massa numa folha redonda e cubra a camada de bananas, apertando a borda para formar um ondulado e fazendo furos na massa com um garfo.


Essa parte foi um grande fail pra mim, minha massa não deu muita liga e ficou parecendo um quebra-cabeças em cima do recheio. Não copiem essa parte, tentem acertar o ponto da massa para que uma única folha cubra todas as bananas.

Salpique a torta com o açúcar restante e leve-a para a geladeira por cerca de 30 minutos. Retire a forma da geladeira e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC, assando por 20 minutos.


Quando estiver pronta, retire a torta do forno e vire-a de cabeça pra baixo sobre um prato de bolo. Sirva ainda morna. Ficou meio feia, mas como vocês podem ver, não sobrou muita coisa pra contar história. Semana que vem, vou tentar uma receita que a Mariana mandou e, na semana seguinte, uma sugestão da Débora (que apenas lê, mas não tem blog). Se você também quer mandar uma receita, fique a vontade. Meu e-mail é danimachado [at] gmail [dot] com, aguardo a sua contribuição!

como eu conheci a sua mãe

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quando as temporadas das minhas duas séries favoritas de 2008 terminaram, fui em busca de substitutos e encontrei um rapidinho: a sitcom "How I Met Your Mother". No Brasil, ela é exibida pelo canal pago Fox Life, mas eu assisti por outros meios mesmo.

A história é contada em flashbacks. Começa em 2030 com o protagonista Ted (Josh Radnor) contando para os filhos sobre tudo o que aconteceu a partir do dia em que seu melhor amigo Marshall (Jason Segel) pediu sua namorada de longa data, Lily (Alyson Hannigan), em casamento, em 2006. Nesse mesmo dia, Ted conhece Robin (Cobie Smulders) no bar em que costuma frequentar e, de cara, já se apaixona. Só que a série já está me sua quarta temporada e, até o momento, nem sinal da mãe do título...

Mas o meu personagem favorito não é nenhum dos quatro acima. Quem mais me faz rir é o Barney (Neil Patrick Harris). Mulherengo, ele mente o quanto for necessário para pegar uma gostosa. Ele já fingiu ser irmão gêmeo de si mesmo, príncipe da Noruega e o melhor amigo Ted. Uma vez, até se maquiou para parecer mais velho e usar a desculpa de que veio "do futuro". As melhores frases são todas dele: suit up! it's gonna be legen... wait for it... dary! Mas, vez ou outra, Barney prova que tem um coração por trás do seus ternos impecáveis e estrela alguns momentos bem doces.

Aliás, "HIMYM" é uma das séries mais românticas que já vi. E sem ser melosa. O humor é constante, mas o personagem principal é um romântico irrecuperável. Ted quer conhecer o grande amor da sua vida, casar e ter filhos. E episódio após episódio acompanhamos essa jornada que nem sempre é bem sucedida, mas que tem sua beleza. Ele já fez chover para que a garota que amava não saísse com outro e fez um encontro de dois minutos parecer muito melhor que várias comédias românticas de duas horas.

Lily e Marshall são um casal muito fofo também. Ela dá lições de moral para seus amigos da mesma maneira que disciplina seus alunos do jardim de infância. E ele, tornou-se advogado para defender o meio-ambiente e seu animal favorito é o Monstro do Lago Ness. Já Robin, a jornalista que só apresenta notícias idiotas, tem medo de compromisso demais e guarda um segredo hilário da sua adolescência no Canadá. Não sei dizer qual é o meu episódio favorito, mas digo que assistir a um episódio de "HIMYM" é garantia de me deixar com um sorriso bobo no rosto. E isso que nem falei da trilha sonora (já tocou até Radiohead)!

por Dani às 22:06 5 comentários

o velho e o novo

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A internet existe pra simplificar nossas vidas, certo? Então, em vez de passar horas digitando dois posts imensos, vou apenas linkar duas boas opções de leitura já prontas, feitas por outros sites.

A Smashing Magazine postou uma lista das "30 Sequências de Abertura de Filmes Inesquecíveis". Tem muita coisa boa: de "Superbad" a "Psicose", passando por "Clube da Luta" e "Cães de Aluguel", além de dois adendos com menções honrosas como "Napoleon Dynamite" e sugestões dos leitores, que lembraram de incluir na longa lista a famosa abertura de "2001: Uma Odisséia no Espaço". Mas "top qualquer-coisa" é assim mesmo, sempre falta algum favorito pessoal. Esse link foi dica da .

Já o Omelete publicou hoje um "Preview 2009" com todas as estréias do ano. Filmes que já estão passando nos EUA mas ainda não chegaram no Brasil, como "Austrália" e "O Curioso Caso de Benjamin Button", o elogiado "Milk" e o fracasso "The Spirit", e filmes sem previsão alguma de estréia como o sueco "Deixe Ela Entrar" e o primeiro longa dirigido pelo grande roteirista Charlie Kaufman, "Sinedóque, Nova Iorque". E, claro, tem também os grandes lançamentos. Alguns, eu já mencionei na enquete aqui do lado. Vários outros (como foi o caso de "Coraline" e "Sherlock Holmes"), eu infelizmente deixei de fora por possuir uma memória meio fraca. Dos 130 títulos mencionados na lista, pelo menos uns 40 me deixaram ansiosa. E sobre eles eu falo melhor ainda essa semana. Enquanto isso, participem da enquete!

por Dani às 18:30 0 comentários

cheesecake de ferrero rocher

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


Massa:
1 xícara de biscoito água e sal triturado
3 colheres de sopa de manteiga derretida
3 colheres de sopa de açúcar


Recheio:
1 xícara de ricota
2 embalagens de cream cheese
1 xícara de açúcar
1/4 de xícara de farinha
1/2 xícara de creme de leite
2 colheres de chá de essência de baunilha
4 ovos
1 colher de sopa cheia de cacau em pó
1 colher de sopa cheia de nutella
5 bombons Ferrero Rocher derretidos em banho maria

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em temperatura baixa, 180ºC.

Misture o biscoito triturado, a manteiga e as colheres de açúcar. Espalhe no fundo de uma forma com aro removível e pressione bem. Os gringos usam outro tipo de biscoito para a massa que não tem sal. Dessa vez eu usei três colheres de açúcar, mas acho que nas próximas colocarei uma colher a mais, pra deixar a massa mais docinha.

Leve ao forno por 10 minutos.

Bata a ricota, cream cheese, açúcar, cacau em pó, nutella, os bombons derretidos e a farinha em velocidade média até misturar bem. Uma dica: pique a ricota em pedacinhos bem pequenos. Ela não vai derreter no forno e a batedeira não conseguirá deixá-la cremosa. Se não estiver bem picada, alguns pedacinhos vão permanecer intactos no recheio.

Adicione o creme de leite, a essência de baunilha e misture bem.

Acrescente os ovos, um por um, misturando o suficiente para incorporar cada adição.

Despeje a mistura sobre a massa. Leve ao forno por 1h20 ou até o centro ficar pronto. Com 1h10 já estava no ponto.

Passe uma faca ou espátula de metal em volta da borda para soltar o bolo. Deixe esfriar antes de remover o aro. Leve à geladeira por 4 horas ou de um dia para outro.

Cobertura:

Coloque 2 colheres de sopa cheias de nutella em uma tigela pequena e adicione um pouco de leite. A receita era bem vaga e acabei colocando leite demais. Metade do que aparece na foto teria sido suficiente. Leve ao microondas por 1 minuto para derreter a nutella e misture bem para fazer a cobertura. Então espalhe por cima do cheesecake.

Eu coloquei de volta na geladeira por mais ou menos uma hora e antes de servir, enfeitei com Ferrero Rocher.

Esse cheesecake eu fiz pra ceia de Ano Novo. A receita não é minha, é uma adaptação da que foi usada pela autora desta foto. A cobertura eu pesquisei no Google e nem lembro onde achei, então ficará sem citação de fonte infelizmente. Eu sei que ainda preciso melhorar a apresentação dos meus pratos, mas acreditem: ficou delicioso! Todo mundo adorou e só durou até o dia seguinte porque um dos convidados da ceia trouxe outra sobremesa.